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Happy Hour na AllComm Partners: aqui se fala de tudo menos o trabalho

Happy Hour | Agosto de 2004

 

Diário de viagem– rumo à Europa num navio de suco de laranja

Mário S. Viana*

O ócio com dignidade a bordo do Premium do Brasil – um gigante do Grupo Fischer que transporta 36 mil toneladas de suco de laranja a granel


Preparando a saida

Foi um início de viagem no mínimo peculiar pois embarcamos num sábado (24) por volta de 16 horas e só comecamos a navegar de verdade na segunda feira, por coincidencia tambem as 16 horas. Santos rumo ao Rio de Janeiro para carregar 290 conteineres destinados a Zebrugge na Bélgica. Chegada ao Rio seis e meia da manha de terca feira (27).

De Santos ao Rio muitas ondas. O Premium deslocava-se de estibordo a bombordo como um bebado. O balanço estava tão complicado que a subida do prático no Rio de Janeiro foi atrasada pelo menos por meia hora.

As manobras de atracação no Terminal de Contêineres do Caju foram bem demoradas pois em alguns pontos o calado é mínimo, chegando em alguns pontos a um metro e meio ! No terminal, os 290 conteineres aguardavam a vez de serem içados a bordo. Foi um exercicio infinito de paciencia.

A burocracia segurou a liberação até pouco antes das 9 horas. Alegria, lá se foi o primeiro conteiner. Uma hora depois, tristeza… Voltei ao convés para ver que só dois contêineres haviam sido carregados. Nesse passo, pensei com meus botões, não sairemos daqui antes de uma semana…E sem poder desfrutar de um almoço e alguns chopps em Copacabana...

Previsões de saída a toda hora. “ Terminaremos o carregamento às 21 horas e a meia noite partiremos rumo a Zebrugge”. “Talvez até às 20 já terminamos e podemos zarpar às 22”. Tudo furado. O carregamento terminou à 1 da manhã do dia 28 e saimos por volta de 4 e 20 !!!

Cenas finais do estuário de Santos

Acordei com o trepidar dos motores sendo ligados e me mandei para a ponte de comando envolta na mais completa escuridao. Presentes: o prático, o Capitão Kellerman, primeiro oficial Frasi e o bosum (contramestre) Belarmino Diaz Garcia que é quem “ dirige” o navio nas operações de saída e de chegada. “Ten starboard” (dez graus a estibordo), comandava o prático, “ ten starboard” , gritava el capitan; “ ten starboard” concluia o contramestre em tom mais baixo. MIDSHIPS , tugia o pratico…MIDSHIPS, berrava o capitão; midships, concordava o contramestre. E assim seguia a cantilena enfeitando a cerimonia de despedida lenta e gradual da Ponte Rio Niteroi, do Aeroporto Santos Dumont ainda dormindo, das lindas silhuetas do Corcovado e do Pão de Açúcar, e por fim da silhueta dos edifícios da cidade que começava a despertar.

(*) Sócio-Gerente da Allcomm Partners que viajou a convite da Aleuropa

Leia o Segundo Capítulo

 

Diário de viagem

Leia o primeiro capítulo

Viagens anteriores

Descobrindo a Suiça por Arnaldo Galvão

 

 


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