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| Preparando a saida |
Foi um início de viagem no mínimo peculiar pois
embarcamos num sábado (24) por volta de 16 horas e só comecamos
a navegar de verdade na segunda feira, por coincidencia tambem
as 16 horas. Santos rumo ao Rio de Janeiro para carregar 290 conteineres
destinados a Zebrugge na Bélgica. Chegada ao Rio seis e
meia da manha de terca feira (27).
De Santos ao Rio muitas ondas. O Premium deslocava-se de estibordo
a bombordo como um bebado. O balanço estava tão complicado
que a subida do prático no Rio de Janeiro foi atrasada pelo
menos por meia hora.
As manobras de atracação no Terminal de Contêineres
do Caju foram bem demoradas pois em alguns pontos o calado é mínimo,
chegando em alguns pontos a um metro e meio ! No terminal, os 290
conteineres aguardavam a vez de serem içados a bordo. Foi
um exercicio infinito de paciencia.
A burocracia segurou a liberação até pouco
antes das 9 horas. Alegria, lá se foi o primeiro conteiner.
Uma hora depois, tristeza… Voltei ao convés para ver
que só dois contêineres haviam sido carregados. Nesse
passo, pensei com meus botões, não sairemos daqui
antes de uma semana…E sem poder desfrutar de um almoço
e alguns chopps em Copacabana...
Previsões de saída a toda hora. “ Terminaremos
o carregamento às 21 horas e a meia noite partiremos rumo
a Zebrugge”. “Talvez até às 20 já terminamos
e podemos zarpar às 22”. Tudo furado. O carregamento
terminou à 1 da manhã do dia 28 e saimos por volta
de 4 e 20 !!!
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| Cenas finais do estuário de Santos |
Acordei com o trepidar dos motores sendo ligados
e me mandei para a ponte de comando envolta na mais completa escuridao.
Presentes: o prático, o Capitão Kellerman, primeiro
oficial Frasi e o bosum (contramestre) Belarmino Diaz Garcia que é quem “ dirige” o
navio nas operações de saída e de chegada. “Ten
starboard” (dez graus a estibordo), comandava o prático, “ ten
starboard” , gritava el capitan; “ ten starboard” concluia
o contramestre em tom mais baixo. MIDSHIPS , tugia o pratico…MIDSHIPS,
berrava o capitão; midships, concordava o contramestre.
E assim seguia a cantilena enfeitando a cerimonia de despedida
lenta e gradual da Ponte Rio Niteroi, do Aeroporto Santos Dumont
ainda dormindo, das lindas silhuetas do Corcovado e do Pão
de Açúcar, e por fim da silhueta dos edifícios
da cidade que começava a despertar.
(*) Sócio-Gerente
da Allcomm Partners que viajou a convite da Aleuropa
Leia o Segundo Capítulo
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