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| imagens finais
da costa brasileira |
Lentamente o “Premium” se afastava, o pratico se despedia,
luzes do navio se apagando, as da cidade diminuindo e um novo dia
começava a nascer da bruma marinha com Niterói a
bombordo e Copacabana a estibordo. Eram seis da manhã, tempo
suficiente para dormir mais um soninho de duas horas. Rotterdam,
here we come...
A experiência mostra que ha dois tipos de comandante: os
que gostam de terra e os que não gostam de terra. Para nossa
sorte, o Cap. Kellerman faz parte do primeiro grupo. Durante toda
a manhã pudemos desfrutar do litoral fluminense, Araruama,
Cabo Frio, Buzios, Quissamã, com terra a vista o tempo todo.
Por contraste, tempo nublado por horas e horas, uma raridade no
mar. Foram praticamente dois dias de céu encoberto, com
raríssimas aberturas de sol e mormaço.
Pausa para apresentar a tripulação: oficiais alemães – capitão,
primeiro oficial, primeiro e Segundo engenheiros, primeiro eletricista
- e peruanos, Segundo e terceiro oficiais, Flores, Bobadilla e
Martinez. Marinheiros galegos, espanhóis e, pelo menos,
um chileno.
Litoral do Espírito Santo, Abrolhos, litoral da Bahia,
Porto Seguro, sem novidades na navegação e varias
baleias que não conseguimos ver. Finalmente no terceiro
dia, litoral de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Nossa “cabine
telefônica” . Alem de podermos usar o celular com clareza
absoluta, era o primeiro dia de céu de brigadeiro e mar
de almirante. Golfinhos a se exibir e os prédios de Recife
a olho nu.
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| Reunião das 5:00hs |
No mar por contra-senso é tudo igual e nada é igual.
O caleidoscópio torna as cores, o ritmo, os sons, o rumo,
um moto continuo onde nossa vista não se cansa jamais.
Os contêineres, antes odiados, seguram o vento e produzem
um silencio curioso nas caminhadas matinais. É uma parte
da diversidade da rotina e da constatação que no
mar, “ there´s never a dull moment” …
Cap. Kellerman e sua tropa ja foram batizados de “ minha
turma”. Todos os dias a partir de 17 horas, aperitivos – Beck´s
Bier – no bar, e depois da chegada do sol, no deck do segundo
andar. Um susto. El Capitan ao terminar uma cerveja no gargalo,
lança a garrafa como num passe de futebol americano no mar.
Meio estupefato só consegui soltar um “comida para
os peixes ????” . “É a nossa avenida verde” ,
respondeu, ao som da gargalhada dos outros. Fiquei sem assunto.
(aguarde proximo
capítulo)
(*) Sócio-Gerente
da Allcomm
Partners
que viajou a convite
da Aleuropa
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