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Vendas de combustíveis no país
têm crescimento acanhado em 2006
As últimas estimativas do Sindicom – Sindicato
Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de
Lubrificantes prevêem que as vendas de combustíveis
no Brasil devam crescer apenas 2,5% em 2006, atingindo cerca de
80,9 bilhões de litros comercializados. O pior resultado
será o do diesel, cujas vendas devem cair 0,1%. Já o
faturamento do setor é estimado em R$ 153 milhões,
2% superior ao registrado em 2005.
De acordo com o vice-presidente executivo do Sindicom,
Alísio
Mendes Vaz, a fraca performance do segmento acompanha de perto
o desempenho do PIB que, de acordo com recente previsão
do Instituto de Economia Aplicada (IPEA), deve fechar o ano com
uma taxa de expansão de 2,8%. “As vendas de combustíveis,
que foram bem fracas esse ano assim com em 2005, refletem diretamente
o baixo dinamismo da economia”, afirma o executivo, que ainda
ressalta o fato de as safras agrícolas terem ficado aquém
das expectativas e abaixo do recorde alcançado em 2002/03,
causando um arrefecimento no transporte de cargas.
Mesmo um resultado que poderia parecer positivo,
que foi a elevação
de 23% nas vendas de álcool hidratado, deve ser visto com
reservas, segundo o gerente de Informações Setoriais
do Sindicom, Cesar Guimarães. “Esse aumento é relativo,
pois boa parte da frota brasileira de veículos pode optar
por um dos dois combustíveis – álcool hidratado
ou gasolina –, ou seja, o aumento do primeiro se deu em detrimento
do segundo. Tanto que, na somatória dos dois produtos, o
crescimento foi de modestos 5,2%”, explica o especialista. De março de
2003 a outubro desse ano, as montadoras de veículos abasteceram
o mercado com mais de 2,3 milhões de automóveis bicombustíveis.
Segundo ele, outro aspecto a ser considerado é que somente
o Estado de São Paulo responderá por aproximadamente
90% do volume adicional de 1,1 bilhão de litros de álcool
hidratado que será comercializado até 31 de dezembro
deste ano no país. “Isto se deve em parte ao fato
de que em São Paulo a alíquota de ICMS é de
12%, já na maioria dos estados é de 25%”, esclarece
Guimarães.
Não bastasse a série de fatores mencionados acima,
há também a questão do comércio irregular.
Depois de atingir cerca de 33% de todo o volume comercializado
no país em 2005, o álcool ilegal ou clandestino,
que chega aos postos sem o devido recolhimento de impostos, apresentou
uma redução, para 25% do total, o que ainda é considerado
muito representativo e inaceitável, segundo Alísio
Vaz.
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